Etanol ou gasolina? Confira as últimas notícias para fazer a melhor escolha

30/01/2012

Para aqueles que estão na dúvida sobre qual opção de combustível é a melhor para seu carro, ficar inteirado sobre as últimas notícias pode ajudar na escolha. Isso porque o preço do etanol, apesar de ter se mantido estável na maioria dos Estados brasileiros entre a semana de 14 a 21 de janeiro, vem caindo significativamente nos últimos dias. A informação é da Agência Nacional de Petróleo (ANP), mostrando que a maior queda foi em São Paulo, com o preço do litro do etanol a R$ 1,887 em média na semana retrasada, resultando numa redução de 1,20% em comparação à semana anterior.

O esperado era o preço aumentar ao invés de cair, devido ao período da entressafra. Contudo, de acordo com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a procura pelo combustível está menor em relação ao ano passado, sendo de 2,1 bilhões de litros em janeiro de 2011 e, agora, chegando a, no máximo, 1,4 bilhão. Assim, essa demanda está 30% menor e as usinas do Centro-Sul acabam com seus estoques cheios, o que ocasiona o declínio do preço do biocombustível.

Porém, mesmo assim, especialistas afirmam que, do ponto de vista econômico, ainda não compensa preferir a gasolina ao etanol. Para a troca valer à pena, o etanol deveria custar 70% do valor da gasolina, e esse, atualmente, só é o caso de Goiás (70,17%). Na semana passada, essa relação foi de 71,39% em São Paulo. E, vale lembrar, o governo deste Estado diminuiu o prazo de isenção do ICMS para as importações do etanol anidro, o qual é misturado à gasolina. O mesmo deveria acabar em 31 de maio, mas terminará em 29 de fevereiro.

Com isso, a relação custo-benefício ao optar pela gasolina ou etanol precisa ser analisada, mas, para o meio ambiente, este é mais vantajoso do que aquele. Afinal, o etanol, além de ser uma fonte de energia renovável, polui menos o ar no processo de combustão. Esse biocombustível vem da cana-de-açúcar e tem acréscimo de 5% de água (quantidade oficial firmada no Brasil). Enquanto a gasolina libera dióxido de carbono na combustão e possui acréscimo de álcool, sendo sua origem do petróleo, um recurso que já se mostra escasso no mundo todo.

Portanto, é uma decisão merecedora de atenção. Se você tem um carro flex, lembre que não é obrigatório utilizar ambos os combustíveis, pois esse automóvel pode rodar toda vida útil com apenas um deles. E mais, também não há problema quanto à mistura dos dois, porque o sistema de injeção eletrônica detecta e adapta o motor para funcionar com qualquer porcentagem de mistura.

E você, o que prefere? Conte pra gente quais as vantagens e desvantagens em sua opinião. 

 
 
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Com informações de Valor Econômico.
Acompanhe a implantação do Diesel S50

24/01/2012

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Foram autuados, no dia 13 de janeiro, pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), oito postos revendedores da Grande São Paulo que deveriam comercializar apenas o óleo diesel S50, de acordo com a Resolução 62/2011. Desses, dois não tinham o combustível em seus tanques de armazenamento e, por isso, foram autuados, com o risco de serem multados nos valores de R$ 5 mil a R$ 2 milhões. Nos demais estabelecimentos, foram colhidas amostras do produto para analisar a sua qualidade.

A implantação do óleo diesel S50 tem encontrado certa resistência por parte dos postos, devido ao investimento em recursos financeiros e obras que o mesmo demanda. Porém, já existe um movimento por parte das empresas solicitando caminhões com motores novos às concessionárias.

“Pouca gente sabe que esses motores novos economizam, em média, 5% em gastos com combustíveis, embora o custo do caminhão, bem como o preço do diesel S50, sejam maiores”, afirma David Boaretti, gerente geral de negócios da Ruff. Segundo ele, é importante que os revendedores se atentem a essa determinação, pois é um caminho sem volta, que envolve o meio ambiente e investimentos de diversas fábricas. “No final, a expectativa é de que o custo fique igual ou muito próximo ao da situação atual”, explica.


A fim de sanar dúvidas e esclarecer as determinações da Resolução 62, é que a ANP realizará, no próximo dia 24 de janeiro, das 10hs às 12hs, um encontro com os revendedores do Estado do Rio do Janeiro que comercializam o diesel S50. A reunião será promovida no próprio escritório da Agência, no 13º andar, e será gravada e disponibilizada no site da ANP para todo Brasil.

Se você está ligado aqui no blog da Ruff, sabe que, desde o dia 1 de janeiro de 2012, o óleo diesel S50 está disponível para comercialização em todo território nacional. E, para que o combustível seja oferecido em todo o Brasil, a ANP escolheu 3.100 postos para passar a vender o produto, além dos 1.100 estabelecimentos que já o fazem nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife desde 1º de maio de 2009. Divulgamos, em post anterior, a lista dos postos selecionados pela ANP (confira aqui).

Essa medida faz parte do Proconve – Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, que inclui veículos pesados e utilitários movidos a diesel fabricados a partir de 2012. O objetivo é diminuir a emissão do gás poluente enxofre, melhorando, assim, a qualidade do ar. A quantidade desse elemento é o que diferencia os tipos de óleo diesel comercializados no Brasil. O S50, por exemplo, possui 50 partes de enxofre por milhão (PPM), frente  ao S1800, que possui 1800 PPM e não deverá ser mais utilizado no segmento rodoviário até o final de 2013. 

Vale lembrar que a Ruff tem se comunicado com seus clientes a respeito do tema por meio de sua equipe de vendas, além de distribuir o diesel S50 em suas unidades de Guarulhos e São José dos Campos para atender a todos que desejam adquirí-lo.

Combustível alternativo: energia nuclear, grama, e água salgada. Será que dá certo?

17/01/2012

combustível alternativoVocê sabia que são necessários pelo menos dez milhões de anos para se ter petróleo bruto? Esse é o tempo mínimo para que os restos fossilizados de animais e plantas marinhas produzam esse recurso tão valioso em nosso mundo, cujo consumo é muito mais rápido do que sua produção. Segundo o Bradesco BBI, a produção doméstica de petróleo no Brasil poderá alcançar 4,9 milhões de barris por dia até 2020. E, de acordo com a Energy Information Administration, em 2006 esse consumo já era de 20,6 milhões de barris diários nos EUA.

Diante de tais números, é impossível não se preocupar. Já não é de hoje que pesquisadores buscam formas alternativas de combustível, movimento desencadeado desde a crise do petróleo na década de 70. De lá para cá, muitas possibilidades, algumas bastante curiosas, foram apresentadas, e é sobre elas que vamos falar hoje.

Uma dessas fontes é a energia nuclear, que já teve até um carro criado para se movimentar com ela. É o Ford Nucleon, automóvel-conceito com uma cápsula de energia em sua traseira capaz de percorrer 8.000 km sem recarregar. Apesar de parecer improvável, essa possibilidade é viável, visto que a energia nuclear, se utilizada corretamente, é segura, limpa, e de fácil acesso. No entanto, por se tratar de uma fonte radioativa, o carro precisaria de muita proteção e, além de se tornar extremamente pesado, seria perigoso para as pessoas a sua volta, principalmente em caso de acidentes.

Mas, menos complexa e mais interessante é a opção de abastecer seu carro com grama. Trata-se da switchgrass, uma espécie que cresce rapidamente em planícies dos Estados Unidos, Canadá, América Central, América do Sul e em partes da África. Essa forma de biocombustível dá origem ao etanol celulósico, que, após passar por um processo de refinamento, pode ser utilizado como combustível. A switchgrass é rica em celulose e, por isso, é uma ótima fonte de etanol. O problema é que o processo de extração não é tão simples e ainda demanda pesquisa, além de ter um alto custo.

Por fim, o mais inusitado seria imaginar dirigir seu carro à água. Isso foi proposto por John Kanzius, um engenheiro que estava buscando uma cura para o câncer e, sem querer, acabou descobrindo uma forma de dessalinizar a água do mar com um gerador de radiofrequência. Nesse processo, também percebeu que a reação produzia faíscas, levando-o a tentar uma forma de gerar energia. Porém, após o feito ser analisado por pesquisadores, o projeto foi dado como ciência inútil, pois a quantidade de energia que saía da chama da água salgada não pode ser considerada como fonte de potência, sendo apenas uma manifestação da energia concentrada em menor quantidade em um local.

Com isso, levamos a nos questionar, será que a humanidade será capaz de criar uma fonte de combustível tão promissora quanto o petróleo? Esse recurso está se esgotando e outras possibilidades, como vimos, não vingaram. O petróleo ainda é, e será, cada vez mais usado. Como substituí-lo? Conte-nos o que você acha!

      

Com informações de "comotudofunciona" do site UOL.